O Projeto de Extensão Unicesumar sobre contação de histórias para pessoas idosas reúne cultura, comunicação, convivência e responsabilidade social. A proposta permite que o estudante planeje uma atividade acolhedora, incentive a participação comunitária e reflita sobre a valorização das experiências de vida na terceira idade.
Para desenvolver esse tipo de projeto, é necessário compreender seus objetivos, organizar as etapas, escolher uma abordagem compatível com o público e manter registros coerentes com as orientações acadêmicas. A seguir, veja como estruturar o trabalho de forma geral, sem perder de vista os cuidados éticos e a qualidade da entrega.
O que é um projeto de contação de histórias para pessoas idosas?
Trata-se de uma atividade extensionista que utiliza narrativas, leitura, conversa e recursos culturais para favorecer momentos de interação e escuta. A contação pode estimular lembranças, comunicação, imaginação e vínculos sociais, desde que seja conduzida de maneira respeitosa e acessível.
O objetivo não é apenas apresentar uma história. É criar um ambiente em que as pessoas possam participar de acordo com seus interesses e possibilidades, compartilhando impressões e experiências quando desejarem. A proposta também aproxima a formação acadêmica das necessidades observadas na comunidade.
Como fazer o planejamento da atividade?
O primeiro passo é ler integralmente as orientações disponíveis no Studeo e identificar objetivos, critérios, prazos e formas de comprovação. Essa leitura evita que etapas importantes sejam esquecidas e ajuda a relacionar a ação prática com a finalidade do projeto.
Depois, o estudante deve pesquisar os benefícios de atividades culturais e narrativas para a convivência, a memória afetiva, o bem-estar emocional e a comunicação. A pesquisa deve servir para fundamentar as escolhas e orientar uma prática responsável, sem transformar a atividade em atendimento clínico ou intervenção terapêutica.
Defina o perfil da proposta
É importante pensar em uma atividade com linguagem clara, duração adequada, recursos simples e espaço para participação. Histórias populares, poemas, relatos culturais, livros ilustrados e narrativas breves são possibilidades que podem ser avaliadas conforme o contexto.
A seleção deve considerar temas respeitosos, compreensão do texto, tamanho da narrativa e oportunidades de diálogo. Também é recomendável preparar alternativas caso o grupo demonstre outro ritmo, preferência diferente ou necessidade de adaptação.
Quais ações podem ser utilizadas?
A atividade pode assumir diferentes formatos, como roda de conversa, leitura compartilhada, narração oral, oficina cultural, encontro recreativo ou campanha de valorização da pessoa idosa. A escolha depende do espaço, dos recursos disponíveis e do objetivo definido para a experiência.
Elementos musicais, objetos cênicos, fantoches e imagens podem complementar a narrativa, desde que não desviem o foco da participação do público. O formato deve favorecer a escuta e evitar uma condução excessivamente rígida. Perguntas abertas e convites à conversa podem ajudar, mas ninguém deve ser pressionado a falar ou compartilhar memórias pessoais.
Como escolher o local e organizar os cuidados?
Entre as possibilidades estão instituições sociais, grupos de convivência, associações, centros comunitários e outros espaços parceiros. O local precisa oferecer condições mínimas de segurança, acessibilidade, conforto e privacidade.
Antes da atividade, confirme a disponibilidade do ambiente, os materiais necessários e as regras para registro. Caso sejam produzidas fotografias ou vídeos, verifique as autorizações adequadas e evite expor nomes, rostos ou informações pessoais sem consentimento. A postura ética deve estar presente desde o primeiro contato até a elaboração do relatório.
Quais evidências devem ser organizadas?
A entrega costuma reunir registros que comprovem o planejamento e a realização das etapas. Podem fazer parte desse conjunto anotações de pesquisa, organização do roteiro, preparação dos materiais, comunicações relacionadas à atividade e registros autorizados da experiência.
Para facilitar a conferência, mantenha os arquivos separados por etapa e identifique cada documento de maneira objetiva. Verifique a legibilidade das imagens, a coerência das datas e a correspondência entre a evidência e o que foi solicitado. Não deixe a seleção dos registros para o final, pois isso pode dificultar a recuperação de informações importantes.
Como elaborar o relatório final?
O relatório deve apresentar a atividade com clareza e relacioná-la aos objetivos do projeto. Uma estrutura possível inclui introdução, justificativa, descrição geral do planejamento, reflexão sobre a participação, avaliação da experiência e considerações finais, sempre respeitando o roteiro oficial da instituição.
Evite escrever apenas uma narrativa cronológica. Explique por que a proposta é relevante, quais cuidados foram considerados e de que modo a contação de histórias se relaciona à convivência e à valorização da pessoa idosa. A reflexão precisa ser autoral e coerente com os registros reunidos.
Erros comuns que devem ser evitados
- Escolher textos longos ou inadequados ao perfil do público.
- Não prever alternativas para diferentes ritmos de participação.
- Confundir atividade cultural com atendimento terapêutico.
- Usar imagens sem autorização ou expor informações pessoais.
- Apresentar registros ilegíveis, incompletos ou sem identificação.
- Produzir um relatório que não dialogue com os objetivos extensionistas.
Checklist para finalizar o projeto
- Conferir as orientações e os prazos no Studeo.
- Relacionar a atividade aos objetivos de valorização e convivência.
- Revisar a seleção das histórias e dos recursos.
- Organizar as evidências de cada etapa.
- Verificar os cuidados de privacidade e acessibilidade.
- Revisar o relatório e os arquivos antes do envio.
Conclusão
Uma atividade de contação de histórias para pessoas idosas combina planejamento acadêmico, sensibilidade e compromisso comunitário. Quando bem organizada, pode favorecer a escuta, o diálogo e o reconhecimento das experiências de vida, além de contribuir para a formação cidadã do estudante.
O segredo está em respeitar as orientações do projeto, adaptar a proposta ao contexto escolhido e documentar cada etapa com responsabilidade. Dessa forma, a experiência se torna mais coerente, acolhedora e alinhada aos objetivos da extensão universitária.
Enunciado Completo da Atividade
Memórias Que Encantam Contação de Histórias Para Pessoas Idosas – 60 horas
Pretensão da Atividade
Promover ações extensionistas voltadas à valorização da pessoa idosa por meio da contação de histórias, incentivando momentos de convivência, escuta, socialização, estímulo à memória afetiva e fortalecimento do vínculo comunitário através de atividades culturais e educativas.
Requisitos Técnicos
- Estar regularmente matriculado e com acesso ativo ao Studeo, pois todas as orientações, registros e entregas serão acompanhados pela plataforma.
- Possuir celular ou computador com internet estável para acompanhar comunicados, registrar evidências e organizar os materiais exigidos em cada etapa.
- Saber utilizar ferramentas digitais básicas, como envio de arquivos, captura de tela, edição simples de documentos e comunicação institucional.
- Ter disponibilidade para participar das etapas de organização, mobilização e execução da atividade presencial no evento.
- Demonstrar postura ética, responsabilidade, respeito ao público e capacidade de atuação colaborativa durante toda a ação.
- Utilizar vestimenta adequada e confortável para participação em atividades práticas relacionadas ao evento.
Justificativa da Relevância
A proposta extensionista possui relevância acadêmica e social por incentivar os estudantes a desenvolverem ações humanizadas voltadas ao bem-estar emocional, cultural e social da pessoa idosa. A contação de histórias representa uma importante ferramenta de integração, acolhimento e valorização das experiências de vida, possibilitando momentos de interação afetiva e fortalecimento da convivência comunitária. O envelhecimento pode estar associado ao isolamento social, à redução da convivência coletiva e à diminuição de atividades culturais e recreativas. Nesse contexto, atividades de leitura, narração e compartilhamento de histórias contribuem para estimular a memória, a imaginação, a comunicação e o sentimento de pertencimento social dos idosos participantes. Academicamente, a proposta permite que os estudantes desenvolvam competências relacionadas à comunicação, criatividade, responsabilidade social e empatia, além de fortalecer a relação entre universidade e comunidade por meio de ações culturais acessíveis e inclusivas. Espera-se como resultado a promoção de momentos de acolhimento e interação social, o fortalecimento da autoestima da pessoa idosa, o incentivo à socialização, a valorização das memórias afetivas e a ampliação do envolvimento estudantil em ações extensionistas de impacto social positivo.
Detalhes da Atividade
A atividade extensionista será realizada por meio de ações culturais e recreativas voltadas à contação de histórias para pessoas idosas em espaços comunitários, instituições sociais, grupos de convivência ou ambientes similares. Os estudantes deverão planejar momentos acolhedores de interação, utilizando leitura, narração oral, histórias populares, memórias afetivas, dinâmicas de conversa e atividades leves de socialização, podendo utilizar de recursos musicais, fantoches e outros artefatos. Durante toda a execução da atividade, será necessário manter postura ética, respeitosa e acolhedora, estimulando a participação dos idosos e valorizando suas experiências e relatos pessoais.
[Etapa 01]: Realizar a leitura integral da proposta da atividade extensionista disponível no Studeo, identificando os objetivos, orientações, critérios de execução, formas de comprovação e cronograma previsto para o desenvolvimento da atividade.
[Etapa 02]: Realizar pesquisa sobre os benefícios da contação de histórias para pessoas idosas, incluindo aspectos relacionados à memória afetiva, socialização, bem-estar emocional e estímulo cognitivo. O estudante deverá selecionar histórias adequadas ao perfil do público e organizar ideias para desenvolver uma atividade acolhedora e participativa. Essa etapa deverá ser comprovada por print de tela das pesquisas realizadas ou imagem das anotações organizadas pelo estudante.
[Etapa 03]: Identificar um local ou grupo que possibilite a realização da atividade com pessoas idosas, como instituições sociais, grupos comunitários, espaços de convivência ou ambientes familiares. O estudante deverá organizar previamente a ação, definir o formato da contação de histórias e planejar os materiais necessários para execução da atividade, podendo utilizar de recursos musicais, fantoches e outros artefatos. Essa etapa deverá ser comprovada por print de mensagem, e-mail, documento de organização ou outro registro digital relacionado ao planejamento da atividade.
[Etapa 04]: Preparar os materiais e o roteiro da contação de histórias, selecionando livros, histórias populares, poemas, narrativas culturais ou relatos que promovam interação e participação dos idosos. O estudante deverá organizar a dinâmica da atividade considerando linguagem acessível, ambiente acolhedor e estímulo à conversa e compartilhamento de memórias pelos participantes. Essa etapa deverá ser comprovada por imagem, print de tela ou fotografia dos materiais e do roteiro preparados pelo estudante.
[Etapa 05]: Realizar a atividade de contação de histórias com o público idoso, promovendo momentos de leitura, narração, diálogo e interação social. O estudante deverá incentivar a participação dos idosos, estimular conversas sobre memórias e experiências pessoais e conduzir a atividade de forma acolhedora e respeitosa. Essa etapa deverá ser comprovada por registro fotográfico da realização da atividade no local da ação.
[Etapa 06]: Elaborar relatório final descrevendo as atividades realizadas, as histórias trabalhadas, as interações observadas durante a atividade e os impactos percebidos junto ao público idoso. O estudante deverá apresentar reflexão sobre a importância da valorização da pessoa idosa e da utilização da contação de histórias como instrumento de inclusão e convivência social. Essa etapa deverá ser comprovada por imagem ou print do relatório final elaborado pelo estudante.

